domingo, 19 de janeiro de 2014

Comunicação, Marketing e Política



Por Ricardo Bráulio

Vivemos numa era em que a comunicação e suas novas ferramentas efetuam uma série de mudanças em diversas áreas da sociedade. Na industria não é diferente, e se antes quem concentrava as informações tinha o poder, hoje a coisa parece ter mudado bastante. 

A internet faz parte de uma cultura contemporânea que através de seus utensílios eficazes, tornam a troca de informação instantânea, e o advento das mídias digitais apresentaram uma nova dinâmica para o mundo. 

A comunicação antes era vista tendo apenas uma via: os veículos falavam e as massas ouviam, e hoje as redes sociais se tornaram o principal espaço público na esfera política. Os usuários criam conteúdo sobre assuntos que são significativos para eles, podem compartilhá-los, e tal informação pode ser impactante ou não na rede. 

Com a Internet as pessoas deixam de ser meras consumidoras de informações e passam a ter o poder de interferir diretamente no que está sendo veiculado. Com isso, as mídias sociais devem ser compreendidas como ferramentas de marketing e, como tal, necessitam de um planejamento estratégico. 

Com o início das eleições no Brasil, o marketing político chega como protagonista nesse processo eleitoral.  Coletar dados para a tomada de decisões visando fortalecer uma imagem diante dos internautas, é o maior desafio de um projeto de sucesso. 

Para as eleições desse ano, os candidatos pretendem se aproximar dos eleitores através das mídias sociais sem medo de retaliação, buscando se destacar sobre o público jovem. A comunicação na política e as estratégias de marketing governamentais, são fundamentais para o êxito de qualquer governo na conquista pela opinião pública e podemos dizer que não é mais desafiador adaptar uma campanha política tradicional para os meios digitais. 

Esse processo não é novidade desde o primeiro "case" de sucesso em 2008, que resultou na vitória do presidente Barack Obama, nos EUA. No Brasil as mídias geram divulgação de plataformas de governo, mobilização da militância, interação entre candidatos e eleitores, o que evidência, um novo espaço de discussão política. 

Mas o que afinal esperar desse eleitor das mídias digitais? Uma coisa é certa, esse novo perfil é formador de opinião e não se contenta em ser um mero espectador.  As redes sociais mudaram o processo de participação política e sem legislação específica, a internet é uma ferramenta poderosa a favor dos candidatos e quem não adaptar suas propostas para as plataformas e redes sociais, ficará fora da disputa.




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