Por Ricardo Bráulio
As perspectivas de crescimento da economia brasileira em 2014, parecem caminhar em "marcha lenta", como afirma o FMI, que prevê um crescimento pífio, de apenas 2,3%, enquanto a projeção de crescimento mundial para este ano é de 3,6%.
A inflação que tanto preocupou em 2013, esse ano vem numa tendência de alta e ainda vai ser um problema. Ela é medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – de 2014 subiu de 6% para 6,01%. Em 2013, o indicador fechou em 5,91%, segundo o IBGE.
A arrecadação no Brasil aumentou junto com as contas do governo, e desatenta com a urgente necessidade de redução dos gastos públicos, em decreto publicado, a presidente Dilma Rousseff autoriza gastos de R$ 948,9 bilhões neste ano, com a máquina pública, programas sociais e custeio, cerca de 20% do PIB (Produto Interno Bruto), ou seja, da renda nacional.
O aumento da arrecadação acompanhado de uma alta linear de gastos públicos leva o país a reduzir sua curva de crescimento, como é o caso da economia venezuelana, que afundou e começa a dar sintomas de algo mais do que fadiga, ao ter uma queda drástica de 0,7% no primeiro trimestre, enquanto a inflação dispara em um contexto de falta de divisas, excesso de base monetária e falta de produtos nas prateleiras.
Na Argentina a coisa não está muito diferente. O governo Cristina Kirchner, sofre com o recorde histórico, de gasto público que chega ao equivalente a 46,9% do PIB. A inflação que foi de 28% no ano passado em 2014 estimava-se que seria de 35%.
No Brasil, estamos prestes a vivenciar esse modelo de econômia ditatorial, caso a presidente Dilma Rousseff não tome medidas que possam conter os gastos públicos e o aumento da inflação.

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